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Bolsa volta a subir, enquanto dólar fecha estável a R$ 5

Principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o Ibovespa fechou a quinta-feira (21/5) em alta pelo segundo dia consecutivo, especialmente em função dos novos rumores sobre a possibilidade de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O indicador subiu 0,17%, alcançando 177.649 pontos.

O dia foi de altos e baixos para o Ibovespa, mas as informações de que negociações mediadas pelo Paquistão avançaram em prol do fim da guerra no Oriente Médio animaram os operadores e contribuíram para a variação positiva. Ainda sobre as notícias do exterior, os investidores também repercutiram os resultados fortes de grandes empresas de tecnologia, como a Nvidia. A empresa com maior valor de mercado do mundo gerou lucro líquido de US$ 58,3 bilhões no primeiro trimestre, mais do que o triplo registrado no mesmo período de 2025.

A B3 acompanhou a tendência do cenário internacional. A Bolsa de Nova York, por exemplo, encerrou o dia em alta, impulsionada pela queda dos preços do petróleo, enquanto os investidores se agarram à esperança do acordo entre Washington e Teerã. O Dow Jones alcançou nova máxima histórica, a 50.285 pontos (+0,55%). O índice Nasdaq subiu 0,09%, e o índice ampliado S&P 500 oscilou 0,17%. “O mercado mostra músculos e aposta que a guerra no Oriente Médio poderia terminar em breve”, avalia o analista Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.

O dólar, por sua vez, também apresentou volatilidade e reduziu a pressão de alta inicial a partir do período da tarde. A moeda americana encerrou a quinta-feira próximo da estabilidade, em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,001. Durante grande parte do dia, houve pressão de alta devido aos temores de inflação e juros globais elevados. Depois, o avanço nas negociações no Oriente Médio ampliou a busca por ativos de risco, beneficiando o real e a Bolsa brasileira. 

A falta de confirmação de uma trégua, contudo, limitou os efeitos positivos, de acordo com o especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad. “As informações sobre a possibilidade de acordo pelo fim da guerra ainda foram insuficientes para justificar uma queda mais ampla no preço do petróleo, que continua sendo negociado a patamares próximos de US$ 107, limitando a melhora no sentimento de risco. O alívio externo, principalmente nos juros longos americanos, ajudou a conter a força global do dólar e permitiu ao real sustentar as oscilações perto do patamar de R$ 5”, avalia. (Com AFP)


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Fonte: "site:otempo.com.br" – Google Notícias